Um dia, em uma destas cavalgadas, viu Hans, um velho arrendatário. Hans estava sentado sob uma árvore quando Carl passou. À inquisição de Carl, Hans respondeu,
- Estou apenas agradecendo à Deus por meu alimento.
Carl protestou,
- Se isto fosse tudo o que eu tivesse para comer, eu não me sentiria tão grato.
Hans respondeu,
- Deus me deu tudo o que necessito, e sou grato por isso.
O velho e pobre fazendeiro ainda acrescentou,
- É estranho você passar por mim exatamente hoje, porque eu tive um sonho na noite passada. Em meu sonho uma voz me disse que o homem mais rico do vale morrerá hoje à noite. Eu não sei bem o que significa, mas acho que eu tinha que lhe contar.
Carl gritou,
- Sonhos são absurdos!
E num galope enfurecido, se afastou. Mas não conseguia esquecer-se das palavras de Hans: “o homem mais rico do vale morrerá hoje à noite”.
Era, obviamente, o homem mais rico do vale, assim convocou seu médico até sua casa. Carl contou ao médico o que ouvira de Hans. Após um exame completo, o médico disse ao rico fazendeiro,
- Carl, você está tão forte e saudável quanto um jovem cavalo. Não há como você morrer esta noite.
Por garantia, o médico ficou com Carl, e jogaram cartas durante a noite. Na manhã seguinte o médico se foi após Carl desculpar-se por lhe dar tanto trabalho apenas baseado em um sonho de um velho.
Por volta das nove horas da manhã, um mensageiro chegou à porta de Carl.
- O que quer? Carl perguntou.
O mensageiro explicou,
- É para trazer-lhe notícias sobre o velho Hans.
Ele morreu durante o sono nesta última noite.
Respeitar também é amar, é cativar o carinho.
Respeitar é silenciar, mas isto não quer dizer que concorde.
Respeitar é saber o momento de calar para colocar em prática a maior sabedoria,
a arte de ouvir.
Respeitar, também é reconhecer o momento de falar.
Respeitar não é apenas compaixão do próximo, mas é acima de tudo,
amar ao nosso semelhante.
Respeitar é se colocar no lugar do outro e sentir as mesmas sensações,
seja de dores ou alegrias.
Respeitar é um ato de amor e não de piedade.
Respeito envolve primeiro a nossa ação para depois merecer a retribuição.
Se você quer respeito, faça por merecer…
O respeito depende primeiro de mim.
Depende de cada um de nós.
Se eu não me respeito, porque devo receber respeito?
Respeite-te, para ser respeitado.
O respeito é como uma plantinha frágil,
se você não tem consideração pelo próximo,
jamais terá a importância merecida por ninguém.
Não podemos controlar
todas as situações que vivemos,
algumas não dependem
da nossa vontade.
E não podemos mudar tudo também,
mesmo se somos fortes,
decididos e positivos.
Mas podemos colocar um
pouco de sal e de luz.
Podemos aprender a gerenciar
essas situações de
maneira que não nos afetem
completamente ou profundamente,
que não nos destruam
ou acabem com nossos
relacionamentos de amor
e de amizade.
Quando perdemos o controle de nós,
perdemos o controle de tudo.
É como um motorista que,
ao sentir o perigo,
larga o volante:
o acidente é inevitável!
Por mais desesperadoras que
pareçam as situações,
temos que segurar o volante.
Guardar a calma nos momentos
mais críticos é uma atitude preciosa,
não só para nós,
mas para os outros também.
Ah, sim,
podemos explodir e às vezes
até precisamos!
Todavia há maneiras de exteriorizar
o que nos atormenta sem que
os pedaços da nossa ira afetem
tudo ao nosso redor.
Podemos chorar até
que nossa alma se sinta lavada,
podemos falar com alguém
em quem tenhamos confiança,
podemos pintar, desenhar,
construir,
correr ou apenas nos
entregar à dor até que o peito
se esvazie dela.
Há pessoas, como eu,
que escrevem longas cartas
que nunca enviam,
mas que aliviam.
Somos humanos,
eu sei e não podemos ficar
indiferentes à tudo o que acontece,
não podemos nos esconder
atrás de escudos que nunca
defenderão nossa sensibilidade,
pois no inevitável encontro
com nosso eu,
precisamos ainda encontrar
forças e coragem para
nos olhar nos olhos.
Temos todos em nós sementes
de virtudes plantadas.
Devemos dar a elas condições
para que floreçam,
para que dêem frutos,
para que as pessoas possam,
uma vez que nos encontram,
carregar-nos nos corações para
o restante das suas vidas.
Desejo que nunca desistas da esperança. Mesmo que os problemas sejam difíceis, não permitas que o desânimo te abrace ou a tristeza te acompanhe. Tenha coragem de seguir adiante, confiando na centelha divina que habita em teu coração.
Desejo que perdoes ao próximo e a ti mesmo. Que sejas maduro, para perceber que o ser humano falha, e colocar-se acima do bem e do mal, não te faz melhor.
Desejo que sejas muito feliz e faças feliz aos outros. Sejas sincero, não faltando com a verdade, pois só assim serás fiel aos teus propósitos e transparente àqueles que em ti confiam. Sejas uma pedra em constante burilar, que ora resvala no fundo rio da vida, ora cintila num céu pleno de sentimentos, equilibrando o binômio razão-emoção.
Quanto faças, realiza-o com alegria.
Põe estrelas de esperança no teu céu de provações
e rejubila-te pelo ensejo evolutivo.
Abre-te a outros corações que anelam por amizade
e aumenta o teu círculo de companheiros,
transmitindo-lhes as emoções gratas do ato de viver.
Qualquer ação, inspirada pela alegria,
torna-se mais fácil de ser executada
e aureola-se da mirífica luz do bem.
Nem sempre é o fato, em si, o grande problema,
mas o estado de ânimo e a forma de o encarar
por aquele que o deve enfrentar.
Coloca o toque de alegria nas tuas realizações,
e elas brilharão, atraindo outras pessoas,
que se sentirão comprazidas em poder ajudar-te,
estar contigo, participar das tuas tarefas.
Neste, como em todos os teus dias, sê alegre,
demonstrando gratidão a Deus por estares vivendo.
Ergue-te e caminha.
Enxuga as lágrimas e fita os céus.
Deus que te sustentou até ontem,sustentará hoje e sempre…
A sombra vale para destacar a luz.
Surge a dor para aumentar a alegria.
Se provações te feriram, esquece.
Se desenganos te amargaram a existência, não esmoreças.
Escuta a esperança, no silêncio da própria alma, a falar-te de futuro e transforma a bênção das horas em riqueza de trabalho.
Esquece toda sombra, à procura de mais luz e perceberás que Deus está contigo, em teu próprio coração, a estender-te os braços abertos.