Mãos que procuram amizade,
sempre encontram reciprocidade…
Amizade é o mais puro sentimento,
se doa até por pensamento…
Um quente aperto de mão,
sempre será um afago no coração…
Feliz daquele que a sabe transmitir,
sendo amigo sem precisar fingir…
Espalhar amizade,
eis a mais completa felicidade
que se pode almejar…
Venha minha mão apertar,
deixe-me te abraçar…
Com o carinho da amizade,
de nada mais temos necessidade…
Ofereça-me tua mão,
e terás meu coração…
Você pode curtir ser quem você é,
do jeito que você for, ou viver infeliz
por não ser quem você gostaria.
Você pode assumir a sua individualidade
ou reprimir seus talentos e fantasias,
apenas para ser o que os outros gostariam
que você fosse.
Você pode produzir-se e ir se divertir, brincar,
cantar e dançar,
ou dizer em tom amargo que já passou da idade ou que
essas coisas são fúteis e não ficam bem
para pessoas sérias e bem situadas como você.
Você pode olhar com ternura e respeito para si próprio
e para as outras pessoas
ou com aquele olhar de censura, que poda, pune,
fere e mata,
sem nenhuma consideração para com os desejos,
limites e dificuldades de cada um,
inclusive os seus.
Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional,
ou ficar reclamando que ninguém se importa com você.
Você pode ouvir o seu coração e viver apaixonadamente,
ou agir exclusivamente de acordo
com o figurino da cabeça tentando analisar
e explicar a vida antes de vivê-la.
Você pode deixar como está para ver como é que fica
ou, com paciência e trabalho,
ir realizando as mudanças que precisam ser feitas
na sua vida e no mundo à sua volta.
Você pode deixar que o medo de perder
paralise os seus planos ou partir para a ação,
mesmo com os poucos recursos que tem,
com muito entusiasmo e uma enorme vontade de ganhar.
Você pode amaldiçoar sua sorte ou
encarar a situação como mais uma grande oportunidade
de crescimento que a vida está lhe oferecendo.
Você pode mentir para si mesmo,
achando desculpas e culpados
para todas as suas insatisfações,
ou encarar a verdade de que, no fim das contas,
sempre você é quem decide o tipo de vida que quer levar.
Você pode escolher o seu destino e,
através de ações concretas,
caminhar firme em direção a ele,
com marchas e contramarchas, avanços e retrocessos,
ou continuar acreditando
que ele já estava escrito nas estrelas e
nada mais lhe resta a fazer senão
passivamente entregar-se a ele e sofrer.
Você pode viver o presente que a vida lhe dá
ou ficar preso a um passado que já acabou, e que portanto,
nada mais lhe resta fazer,
ou a um futuro que ainda não veio, e que portanto,
não lhe permite fazer nada.
Você pode ficar numa boa,
desfrutando o máximo das coisas que você é e possui
ou se acabar de tanta ansiedade e desgosto.
Você pode se engajar no mundo,
melhorando a si próprio e, por consequência,
melhorando tudo que está à sua volta,
ou esperar que o mundo melhore
para só então começar a pensar em melhorar.
Você pode celebrar a vida
e a Energia Universal que a criou ou
celebrar a morte, vivendo aterrorizado
com a idéia de pecado e punição.
Você pode continuar escravo da preguiça,
ou comprometer-se pra valer,
tomando as atitudes necessárias para mudar de vida
por não ser ou não possuir tudo o que você gostaria.
Você pode ser feliz com a vida como ela é ou
passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é.
A escolha é sua e o importante é que você sempre tem escolha.
Pondere, portanto, ao se decidir pelo caminho que vai tomar
pois é você que terá de se haver -sozinho e sempre-
com as consequências de cada escolha que fizer.
Mas, não há por que se preocupar.
Veja-os como o presente, o agora, e considere-os sendo de bonança.
As dificuldades, se as sentir como necessárias à sua evolução,
perdem o sentido de prejuízo, de mal, de atrapalho.
E, com isso, enfraquecem-se, tornando-se um bem, apesar de tudo.
O seu futuro só poderá ser bom se você, neste momento,
tiver a disposição de vencer o negativo e de
viver em paz, sob as graças de Deus.
Esteja em paz.
Se as dificuldades fossem um mal,
Deus não lhes permitiria acontecer.
O silêncio é doçura:
Quando não respondes às ofensas,
Quando não reclamas os teus direitos,
Quando deixas à Deus a defesa da tua honra.
O silêncio é misericórdia:
Quando te calas diante das faltas de teus irmãos,
Quando perdoas sem remoer o passado,
Quando não condenas, mas intercedes em segredo.
O silêncio é paciência:
Quando sofres sem te lamentares,
Quando não procuras consolação junto aos homens,
Quando não intervéns, esperando que a semente germine lentamente.
O silêncio é humildade:
Quando te apagas para deixar aparecer teu irmão,
Quando, na discrição, revelas dons de Deus,
Quando suportas que tuas ações sejam mal interpretadas,
Quando deixas os outros a glória da obra inacabada.
O silêncio é fé:
Quando te apagas, sabendo que é Ele quem age…
Quando renuncias às vozes do mundo para permanecer na Sua
presença…
Quando te basta que só Ele te compreenda.
A capacidade do ser humano de superar adversidades
é inacreditável. E certos exemplos nos levam a acreditar que o ser
humano ainda não descobriu tudo de que é capaz. Também nos servem de
exemplos para nossas próprias vidas. Um desses é o pianista João
Carlos Martins.
Começou a estudar piano aos 8 anos de idade. Após 9
meses de aula vencia, com louvor, o concurso da Sociedade Bach de São
Paulo. Um prodígio. Rapidamente ele desenvolveu uma carreira de
pianista internacional. Tocou nas principais salas de concerto do mundo.
Dedicou-se à obra de Bach. No auge da fama, sofreu
um grande revés. Jogando futebol, sua outra paixão além da música,
caiu sobre o próprio braço. O acidente o privou dos movimentos da mão.
Para qualquer pessoa, uma tragédia. Para ele, um desastre total. Mas
não se deu por vencido. Submeteu-se a cirurgias, dolorosas sessões de
fisioterapia, injeções na palma da mão. E voltou ao piano e às
melhores salas de concerto. Com dor e com paixão.
Mas a persistência de Martins voltaria a ser
testada. Anos depois, vítima de um assalto na Bulgária, foi
violentamente agredido. Como conseqüência, teve afetado o movimento de
ambas as mãos. Para recuperar as suas ferramentas de trabalho, voltou
às salas de cirurgias e à fisioterapia. Conseguiu voltar ao amado
piano mais uma vez. Finalmente, em 2002, a sequela das lesões venceu.
A paralisia definitivamente dominou suas duas mãos. Era o fim de um
pianista. Afastou-se do piano, não da sua grande paixão, a música.
Aos 63 anos de idade, ele foi estudar regência.
Dois anos depois regeu a Orquestra Inglesa de Câmara, em Londres. Em
um concerto, em São Paulo, surpreendeu outra vez. Regeu a Nona
Sinfonia de Beethoven, totalmente de cor. Ele precisou decorar todas
as notas da obra por ser incapaz de virar a página da partitura. A
platéia rompeu em aplausos.
Mas João Carlos Martins ainda tinha mais uma
surpresa para o público, naquela noite. Pediu que subissem um piano
pelo elevador do palco. E, com apenas três dedos que lhe restaram, ele
tocou uma peça de Bach. A Ária da Quarta Corda foi originalmente
escrita para violino. É uma peça musical em que o violinista usa
apenas a corda sol para executar a bela melodia. Bom, Martins a
executou ao piano com três dedos. E, embora não fosse a sua intenção,
a impressão que ficou no ar é que todos os presentes se sentiram muito
pequenos ante a grandeza de João Carlos Martins.
Como Martins, existem muitos exemplos. Criaturas
que têm danificado seu instrumento de trabalho e dão a volta por cima,
não se entregando à adversidade. Recordamos de Beethoven, compositor,
perdendo a audição e, nem por isso deixando de compor. De Helen
Keller, cega, surda, muda se tornando a primeira pessoa com tripla
deficiência a conseguir um título universitário. Tornou-se oradora,
porta-voz dos deficientes, escritora.
Pense nisso e não se deixe jamais abater porque a
adversidade o abraça.
Pense: você a pode vencer. Vença-a.
Refletir é pensar!
Reflexão!
É o que os dias de hoje
mais pedem.
É o que a situação atual
solicita com urgência.
Quando a dor se faz mais forte,
quando julgamos que
chegamos perto do fim do poço,
quando tudo parece emperrado,
complicado,
quando começamos acreditar
que todos estão contra nós,
é o momento de parar
e olhar para dentro de si mesmo,
encontrar a resposta
nessa visão,
no olho interior que
é a reflexão.
Refletir é pensar,
ter tempo para questionar:
Por que eu faço isso
repetidas vezes?
Por que eu só me apaixono por
pessoas complicadas?
Por que não consigo
um emprego como eu desejo?
Por que vivo cheio
de dívidas se ganho
tão bem?
Por que os amigos
se afastam quando
mais preciso?
Por que minha família
é tão desunida?
Por que estou tão feliz,
ou triste assim?
É preciso coragem para
questionar a si mesmo!
Normalmente temos um conselho
pronto para os outros,
sabemos indicar caminhos,
rotas e direções,
sempre para os outros.
Mas, por favor,
não confunda reflexão com
auto-acusação.
Refletir não é se martirizar,
pois isso leva ao erro,
faz com que você assuma
o papel de vítima,
e nada é pior do que ser
“a eterna vítima”,
o “coitadinho ou coitadinha de Jesus”.
“Só eu apanho.
Só eu sofro assim.
Nada dá certo pra mim”.
Oh! dor, oh! dia,
oh! desgraça sem fim.
Reflexão não combina
com lamentação.
Reflexão é o uso da razão!
É assumir conflitos e buscar
uma solução.
Tentar mais de uma vez,
usar o perdão.
Recomeçar quantas vezes
forem necessárias,
sempre com um desejo:
acertar!
Virar o jogo,
deixar de ser pedra que fica,
para ser a pedra que rola,
aquele que se transforma.
Se tudo está cinza,
refletir pode colorir
a sua história.
Pense nisso!
Eu acredito em você