Mensagem do dia – Aproveite o tempo que lhe é dado.

Muitas pessoas entram e saem do mundo
quase nas mesmas condições.

Não aproveitam o tempo que lhes é dado para
as experiências, os aprendizados e as alegrias.

Mal aproveitam a grande riqueza que recebem da vida.

Agem tal como o filho que destrói a herança dos pais.

Uma existência, um dia, uma hora são
dádivas que não se devem perder.

Por tal motivo, nós precisamos, com urgência, tomar
a resolução de progredir, pôr em ação positiva as
nossas forças, ter paciência ante as dificuldades
e tudo agradecer a Deus.

BOM DIA/24/06

Saiba que, ainda que você sofra a injustiça
dos homens, jamais sofrerá a de Deus.

O que se passa com você é a resposta
da vida ao que você já fez ou faz.

Tudo tem origem, motivo.

A toda causa corresponde um efeito.

Deus é Justo.

O que aconteceu, o que surge agora ou o que
virá, tudo segue a ordem natural da vida.

Se algo a você se apresenta, é porque tem uma razão
e porque de alguma maneira irá beneficiá-lo.

Em tudo há lições.

Nos fatos e relacionamentos estão
as lições que devemos aproveitar.

Viva São João

São João é o santo mais festejado. No dia 24 de junho todo país é uma festa só, tal fato faz com que seja conhecido como ” Santo Festeiro “. No Brasil inteiro acontecem várias festas em sua homenagem. Possui fama de santo casamenteiro e de ter o poder de encontrar objetos perdidos; além de ser o protetor dos casados e enfermos principalmente, no que se refere a dor de cabeça e de garganta. É só pedir com fé, que ele atende. São João é festejado com os símbolos que evocam o seu nascimento : fogueira, mastro, fogos, capelinha, palha e manjericão. O formato de sua fogueira é de uma pirâmide com a base arredondada.
Um pouco mais da história de São João Batista
No mês de junho, a nossa mãe Igreja, dedica uma de suas festas a São João Batista, o fiel arauto do reino de Deus. E João Batista é, excepcionalmente, o único santo a quem a Igreja dedica duas de suas festas, o nascimento e o martírio. Esse fato singular já é suficiente para despertar nossa atenção sobre esse profeta que, através de sua voz, anunciava um reino eminente, renovando a promessa feita por Deus aos patriarcas do Antigo Testamento.
Já no Antigo Testamento encontramos passagens que se referem a João Batista. Ele é anunciado por Malaquias e principalmente por Isaías. Os outros profetas são um prenúncio do Batista e é com ele que a missão profética atingiu sua plenitude. Ele é assim, um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento.
São João despertou para a vocação profética, para o cumprimento de sua missão, ainda no ventre de sua mãe, de onde já anunciava a presença do Cristo, do Salvador dos homens, estremecendo de alegria. E em sua primeira manifestação ele nos ensina que a felicidade é o sentimento inerente a toda a pessoa que está repleta da graça divina.
Ao atingir a maturidade, o Batista se encaminhou para o deserto e, nesse ambiente, preparou-se, através da oração e da penitência, para cumprir sua missão. Através de uma vida extremamente coerente, não cessava jamais de chamar os homens à conversão, advertindo: ” Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo.”
São João Batista viveu integralmente a sua vocação, pois sabia que devia “preparar o caminho do Senhor, aplainar as suas veredas.” Ele não se deixou levar pelos erros ou pelas imperfeições. Basta perceber que quando diante de Herodes, todos se deixavam influenciar pelos respeitos humanos, ele ,sem hesitar, denunciava: “Herodes, não te é lícito ficar com Herodíades, mulher de teu irmão.” E diante da incoerência dos fariseus e dos saduceus, interrogava: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está por vir.”(Mt 3,7)
A vaidade, o orgulho, ou até mesmo, a soberba, jamais estiveram presentes em São João Batista e podemos comprová-lo pelos relatos evangélicos. Por sua austeridade e fidelidade cristã, ele é confundido com o próprio Cristo, mas, imediatamente, retruca: “Eu não sou o Cristo” (Jo 3, 28) e ” não sou digno de desatar a correia de sua sandália”. (Jo 1,27). Quando seus discípulos hesitavam, sem saber a quem seguir, ele apontava em direção ao único caminho, demonstrando o Rumo Certo, ao exclamar: “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. (Jo 1,29). E dessa maneira, o Cristo obtinha seus primeiros discípulos, André e João Evangelista, discípulos formados inicialmente, na escola do rio Jordão.
João Batista ocupa um lugar de destaque no Novo Testamento, pois foi a fiel testemunha do Cristo, quem preparou em tudo o caminho do Messias. Por amor à Verdade, não hesitou nem mesmo diante da possibilidade de perder a própria vida, pois já reconhecia o valor da verdadeira vida.
O Batista é, indubitavelmente, um exemplo de amor e de fidelidade ao Cristo; ele cumpriu plenamente sua vocação profética. E através de um gesto de carinho, o próprio Cristo demonstrou o seu agradecimento, deixando-se batizar por João e tecendo-lhe um belo elogio: ” Dentre os nascidos de mulher, não há ninguém maior do que João.” (Lc 7,28). Deus elogia São João Batista e manifesta a importância desse profeta, pois um elogio divino é sempre grandioso. Cabe, então, a nós nos esforçarmos para conhecer melhor o Batista.
João Batista foi decapitado por ser coerente, autêntico e por amar a Verdade, mas a sua voz continuou ressoando, pois quando Cristo realizava seus primeiros milagres, Herodes, afirmava: ” É João Batista que ressuscitou.”
Nos dias atuais, a voz do Batista continua ressoando, ao nos ensinar: “Produzi frutos de arrependimento, pois, toda a árvore que não produzir bons frutos será cortada e lançada ao fogo.” (Lc 2, 8-9).
O Batista apresentou o Cristo ao povo de Israel. Que possamos, então, solicitar à sua intercessão para que nos ajude a anunciar o nosso Redentor à juventude do nosso país.
São João Batista, rogai por nós, para que sejamos, sempre, anunciadores do reino de Deus e fiéis companheiros de Cristo

24.06-São João Batista

Conta a tradição que quando São João Batista nasceu, sua mãe, Isabel teria acendido uma grande fogueira para anunciar o nascimento do bebê. Assim, sua prima Maria poderia saber do acontecido mesmo de longe, ao ver o sinal de fumaça no céu.

No entanto, historicamente, relata-se que no século 6, a Igreja Católica teria passado a homenagear São João no dia 24 de junho, próximo à época em que eram realizadas comemorações pelas colheitas na Europa. Só no século 13, outros santos completaram o ciclo de festas juninas. Dia 13 para Santo Antônio, dia 24 para São João Batista e dia 29 para São Pedro e São Paulo.
A partir dessa união entre a festa por boas colheitas e a festa em louvor aos santos católicos, a fogueira – principal elemento nos festejos agrícolas – passou a ser também uma homenagem ao nascimento de São João. De uma forma ou de outra, sinais no céu são o que não faltam no dia desse santo. Fogos de artifício e os temidos balões são marcas da festa que é tradição em todo o Brasil. Enquanto isso, na terra, bandeiras, muita comida, bebidas e danças típicas são feitas em homenagem ao santo.
Existem várias lendas sobre este santo e a tradição de sua festa. Uma delas é a de que São João adormece no seu dia, pois se estivesse acordado vendo as fogueiras que são acesas para homenageá-lo, não resistiria: desceria à Terra e esta correria o risco de incendiar-se.
Segundo os devotos, os balões levam os pedidos para São João. Assim, acredita-se que se o balão queimar, o desejo não será realizado. Portanto, talvez o melhor seja não se arriscar. É preparado também um mastro para receber a bandeira do santo homenageado. Enquanto ela é levantada são feitas preces, pedidos e simpatias.
São João Batista, primo de Jesus Cristo, nasceu a 24 de junho e morreu a 29 de agosto do ano 31 d.C., na Palestina. Foi degolado por ordem de Heródes, a pedido da sua enteada Salomé, que queria a cabeça dele numa bandeja. São João pregava publicamente às margens do rio Jordão, onde batizava homens e mulheres, preparando, segundo a crença, o caminho do messias. “Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo”, pregava. João também batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: “Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim?”.
O evangelista São Lucas narra as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento do menino João. Isabel, estéril e já idosa, viu sua vontade de ter filhos satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que devia se chamar João. Depois disso, Maria foi visitar Isabel. “Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre ! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?”.
Desse episódio bíblico nasce também a tradição de estourar bombinhas. Antes de São João nascer, seu pai São Zacarias andava muito triste por não ter filhos. Certa vez apareceu-lhe um anjo de asas coloridas, todo iluminado por uma luz misteriosa e anunciou que Zacarias seria pai. A sua alegria foi tão grande que Zacarias perdeu a voz e ficou mudo até o nascimento do seu filho.
No esperado dia do nascimento, mostraram-lhe a criança e perguntaram como desejava que se chamasse. Zacarias fez grande esforço e por fim conseguiu dizer: – “João”. Desse instante em diante Zacarias voltou a falar. Todos ficaram tão felizes que o barulho foi enorme. Daí vem a tradição das bombinhas nas festas juninas, tão apreciadas por crianças e adultos.
Simpatias
- Na noite de São João, escreva o nome de quatro pretendentes em cada ponta do lençol e dê um nó em cada uma delas. De manhã, o nó que estiver desmanchado tem o nome da pessoa com quem você irá se casar.
- Escrever três nomes em pedaços de papel. Dobrá-los bem e colocar, aleatoriamente, um no fogão, outro na rua e o último sob o travesseiro. Ao amanhecer, desdobrar o que está sob o travesseiro; esse será o nome do(a) seu(sua) futuro(a) namorado(a).
- Numa bacia com água, colocar duas agulhas. Se elas se juntarem, é sinal de que você vai se casar em breve.
Oração a São João Batista

São João Batista, voz que clama no deserto: “Endireitai os caminhos do Senhor… fazei penitência, porque no meio de vós está quem não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias”, ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: “Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo”.
São João, pregador da penitência, rogai por nós. São João, precursor do Messias, rogai por nós.

COMO FAZER CONTECER

Algum tempo atrás recebemos, com alegria, um pequeno folheto, produzido por uma empresa de material escolar, intitulado “como fazer acontecer”.

Nele encontramos uma lista de dicas, de orientações muito seguras para conseguirmos sucesso nas empreitadas de nossa vida.

Sob o subtítulo de “caminhos para um efetivo fazer acontecer”, lemos o seguinte:

Primeiro: visualize, com detalhes, como se tudo já estivesse realizado – imagine com pormenores o estado desejado. Essa imagem cristalina é algo que irá naturalmente orientá-lo quanto ao que deve ser feito, como começar, etc.

Segundo: dê rapidamente o primeiro passo – confie nos “lampejos” que você tem. Se você sente confiança interior, aja sem hesitação e dê o primeiro passo. A natureza fará a seqüência acontecer.

Terceiro: faça tudo de corpo e alma – não seja “morno”, “fazendo por fazer”. Até o impossível se torna possível quando nos envolvemos integralmente.

Quarto passo: faça tudo com boa vontade e prazer – a probabilidade de dar certo aumenta tremendamente quando fazemos tudo com a mente alegre.

Quinto: seja otimista – não se deixe influenciar pelos cínicos e pelos pessimistas. Ajude a construir o ideal, a cada dia dando o passo do dia.

Sexto: concentre-se em seus pontos fortes – ao invés de se deixar bloquear por eventuais pontos fracos, ancore-se no que você tem de melhor.

Sétimo: concentre energia – evite desperdiçá-la fazendo as coisas pela metade, ou começando muitos projetos sem nada concluir.

Oitavo: seja natural – não se deixe derrotar pelo “excesso de esforço”. Faça o que tem que ser feito e mantenha a tranqüilidade interior. Dê espaço e tempo para a natureza também fazer a sua parte.

Nono passo: seja transparente – nem sequer pense desonestamente, pois isso drena sua energia. Já imaginou quanto de energia gastamos para “proteger” a mentira contada ontem? Ser transparente faz multiplicar energia.

Décimo: seja generoso – “a generosidade move montanhas.” As coisas fluem melhor à sua volta porque a generosidade faz agir. Picuinhas, ao contrário, imobilizam as pessoas.

Décimo primeiro: aja sempre com justiça, isto é, evite a postura de tirar vantagem de tudo. Aja pensando em benefícios para todos. As coisas passam a acontecer com mais fluidez.

Décimo segundo passo: confie 100% em sua força interior – fazer acontecer exige fé, principalmente em si mesmo. É essa convicção que o deixa solto para fazer o que é necessário.

Finalmente, décimo terceiro: busque excelência, sempre – um fazer acontecer efetivo deve estar ancorado na busca do melhor, do perfeito, do ideal. O tempo que levaremos para chegar à perfeição é outra coisa. O alvo, porém, deve sempre ser a perfeição.

* * *

A acomodação pode tornar-se um vício perigoso em nossa vida.

Utilizamos a palavra vício, pois se permitirmos, ela vai nos dominando, nos dominando, até fazer parte de nosso estado natural de ser.

O que começa hoje com uma pequena preguiça, com um pequeno desânimo, pode ganhar proporções maiores e nos lançar a processos de depressão e tristeza.

Assim, permaneçamos atentos a qualquer indício destes sentimentos que não são nada bem-vindos, e logo os espantemos para longe de nós.

PEDAÇO DO CÉU

Às vezes você se sente deslocado no planeta que habita, como se o Criador o tivesse jogado a esmo, e você caiu em local inóspito e infeliz…

Olha ao redor e tem a sensação de que todos estão bem encaixados, como engrenagens vivas nessa imensa máquina chamada sociedade…, menos você.

Parece até que as pessoas não o vêem, não o ouvem, e sente-se como um fantasma que se move, sem rumo e sem alegria.

E pensa que seria tão bom se você pudesse fazer parte das alegrias de todos, das conquistas alheias, das belezas da natureza que o cerca.

Seria ainda melhor se todos percebessem seus talentos, seus esforços, suas pequenas vitórias, e o amparassem nos seus dias de tristezas…

Sente que pode estar no mundo errado, no momento errado, com as pessoas erradas, e talvez fosse mais feliz se alterasse a rota, trocasse de posição com outra pessoa, fosse outro ser qualquer…

Você olha o céu e analisa os pássaros, na sua trajetória maravilhosa, a planar ao vento com o sol a brilhar sobre suas penas…

É delicioso ser pássaro, pensa você.

Volve os olhos ao mar e analisa os peixes, com suas cores diversas, tamanhos variados e pensa na maravilha que é nadar no recife entre os corais, na água tépida…

Seria tão bom ser peixe…, pensa você.

Observa árvores gigantescas, arbustos, plantas, flores e frutos à disposição dos seres selvagens.

E pensa que não seria nada mau ser um tigre a desfrutar da liberdade, a correr leve e solto, sem peias, sem amarras…

Volta seu olhar para o seio da terra e vê seres que cavam tocas profundas, bem feitas e, embora ache escuro, observa os seres que lá habitam e medita que não seria nada ruim habitar as entranhas da terra…

Volve seu olhar a todos esses seres que habitam o planeta e analisa prós e contras, e percebe cada um com um pedacinho do céu.

E assim é a vida de cada um de nós: diferente, formando habilidades múltiplas, desenvolvendo aptidões diversas, com prós e contras.

Mas, assim como o pássaro não pode nadar, o peixe habitar a selva nem o tigre voar, cada um tem um pedacinho do céu em suas vidas.

Saiba verificar qual é o seu pedaço do céu. Não ambicione o céu alheio.

É possível que você não esteja preparado para vivenciar a realidade alheia.

Talvez lhe falte envergadura. Talvez lhe sobre possibilidades.

E não há nada pior do que estar no lugar errado, na hora errada.

Conscientize-se de que você tem o pedaço do céu que merece e que tem a capacidade de desfrutar.

De que adiantaria o pôr-do-sol mais esplendoroso para quem não pode enxergar?

Viva o seu momento, na certeza de que a vida futura lhe reserva experiências diferentes, mestres diferentes e, sobretudo, o pedaço do céu que lhe pertence…

Pense nisso!

Este é o seu momento de crescer, de produzir, de colaborar com o Criador exatamente onde ele o colocou.

Seja feliz
no seu pedacinho do céu,
que é único e é seu!

CAPÍTULO FINAL

Era inverno de 1923, quando uma criança chegou ao mundo, trazendo consigo uma história para ser escrita…

Era uma menina e se chamava Emília. Chegava ao mundo trazendo a esperança pela mão…

Emília amava as flores, e seus olhinhos brilhavam quando via margaridas, cravos, cravinas, dálias, rosas… Ah! As rosas… As rosas eram, para Emília, as mais especiais das flores…

E foi entre as flores que aquela garotinha de olhar vivo, cresceu…

Mas com o passar do tempo Emília percebeu que no mundo não havia só jardins, havia também espinhos, ervas daninhas, pragas diversas…

Notou que existem tempos de secas e de enchentes, dias de sol e dias de sombras, noites de luar e noites sem estrelas…

Quando tinha apenas 16 anos, Emília conheceu os horrores da segunda guerra mundial, e percebeu que existem coisas muito feias que o egoísmo das pessoas consegue criar…

No entanto, ela nunca se deixou levar pelos dias amargos…

O nome Emília, que é de origem latina, quer dizer trabalhadora, lutadora, e ela honrou seu significado.

Apesar dos espinhos que encontrava no caminho, Emília jamais desistiu das flores, porque sabia que as flores valem a pena…

Os anos se passaram e a jovem Emília resolveu cultivar, nos jardins da própria alma, as flores mais raras que existem na face da terra: os filhos.

Junto com o companheiro eleito de sua vida, ela trouxe ao mundo 3 flores únicas, às quais dedicou seu tempo, seu carinho, sua alma de mãe.

Ela sabia que cada pessoa é uma flor única…

Não há no universo outra igual…

E se o Divino Cultivador as depositou em seu lar, confiando-as aos seus cuidados, era preciso honrá-las com dedicação e amor…

E foi isso que aquela personagem anônima fez durante toda a sua vida…

Depois vieram os netos, bisnetos, tataranetos, todos tratados como flores raras, únicas, especiais…

Foi assim que a menina Emília, que chegou ao mundo naquele inverno longínquo de 1923, havia cumprido sua missão, havia escrito a sua história.

Amou, suportou com coragem os 86 invernos de sua existência, e nunca deixou de semear e cultivar flores…

Partiu no inverno de 2006, e a despedida foi enfeitada de flores.

Hoje ela cultiva jardins no mundo espiritual, aguardando a chegada dos seus amores, quando eles também concluírem o último capítulo de sua história, e partirem ao encontro do seu abraço de amor…

Afinal, todos sabem que o túmulo não é um beco sem saída, é apenas uma passagem, que se fecha ao crepúsculo, e a aurora vem abrir novamente.

Pense nisso!

A existência no corpo físico é apenas uma pequena parte da história de nossa trajetória pela eternidade afora.

É uma breve passagem pela escola da vida terrestre.

Pelos nossos ditos e feitos é que seremos lembrados, quando partirmos para a pátria verdadeira.

Nossa forma de ser ficará impressa nas mentes e nos corações que também fizeram parte dessa história.

ONDE FOI PARAR A TERNURA?

Você, que já constituiu um lar com a pessoa que embalou suas horas nos primeiros momentos de namoro, às vezes se pergunta: onde foi parar aquela ternura de outrora?

Aquele afeto que nos unia como se fossemos um só, onde andará?

Quando ouve aquela música que costumavam ouvir juntos e seu coração vibra com a mesma emoção dos tempos idos, pensa em silêncio: o que aconteceu com aquele doce encantamento do início?

Olha para o companheiro ou companheira e tem a impressão de que já não vê mais a mesma pessoa.

Uma onda de saudade lhe invade a alma e a melancolia chega com sabor de amargura.

Parece que as cinzas das dificuldades abafaram a chama do amor…

Todos esses capítulos fazem parte da história de grande parte dos casais.

O que acontece é que nos envolvemos com os compromissos de tal forma, que esquecemos de manter acesa a chama afetiva dos primeiros tempos.

Na realidade ela não se apagou e, por vezes, está ainda mais forte. Nós é que não nos damos conta disso.

É natural que a paixão arrebatadora que propiciou a união, ceda lugar a uma amizade que somente o tempo de convívio pode sedimentar nos corações. E essa amizade vai se consolidando dia após dia, nos mínimos cuidados que quebram a rotina.

Uma balconista da seção de cosméticos de uma loja conta que um dia notou um rapaz a observar umas caixas de sabonete expostas no balcão. Ofereceu-se para ajudá-lo e ele aceitou dizendo que desejava comprar uns sabonetes finos para presentear a esposa. Por fim escolheu uma caixa bem vistosa e pediu para que ela fizesse um embrulho bem bonito.

Uma semana depois, a balconista notou que o mesmo rapaz estava em outra seção olhando artigos para senhoras. Dirigiu-se a ele e lhe perguntou se a sua esposa havia gostado dos sabonetes que ele levou no outro dia.

- Bem, ela ainda não os achou, foi a resposta. Veja, senhorita, eu tenho um plano. Escondo algo para que minha mulher encontre sem esperar. Ela encontrará os sabonetes na próxima semana, quando for limpar a dispensa. É uma surpresa para quebrar a monotonia do serviço caseiro, concluiu o jovem esposo.

São esses cuidados e atenções que alimentam a chama da amizade e do afeto verdadeiros.

Não são necessários grandes feitos para cultivar a ternura, mas é preciso que sejam constantes e que o respeito seja parte integrante do relacionamento.

Um mimo inesperado, uma palavra de incentivo, uma flor singela, um abraço, um gesto de carinho, são ingredientes seguros para a manutenção de qualquer casamento. E o que é melhor: não têm contra-indicação.

* * *

“O casamento é uma sociedade de ajuda mútua, cujos bens são os filhos, espíritos com os quais nos encontramos vinculados pelos processos e necessidades da evolução.”

Amor fraterno

O rei Salomão foi um rei judeu considerado dos mais sábios. Durante seu reinado, viveram em Sião dois irmãos que eram agricultores e semeavam trigo.

Quando chegou a época da colheita, cada um foi colher o trigo no seu campo.

Uma noite, o irmão mais velho juntou vários feixes da sua colheita e os levou para o campo do irmão mais novo, pensando:

Meu irmão tem sete filhos. São muitas bocas para alimentar. É justo que eu lhe dê uma parte do que consegui.

Contudo, o irmão mais novo também foi para o campo, juntou vários feixes do seu próprio trigo, carregou até o campo do irmão mais velho, dizendo para si mesmo:

Meu irmão é sozinho, não tem quem o auxilie na colheita. É bom que eu divida uma parte do meu trigo com ele.

Quando se ergueram ambos, pela manhã, e foram para o campo, ficaram muito admirados de encontrar exatamente a mesma quantidade de trigo do dia anterior.

Chegada a noite seguinte, cada um teve o mesmo gesto de gentileza com o outro.

Novamente, ao acordarem, encontraram seus estoques intactos.

Foi na terceira noite, no entanto, que eles se encontraram no meio do caminho, cada qual carregando para o campo do outro um feixe de trigo.

Abraçaram-se com força, derramaram muitas lágrimas de alegria pela bondade que os unia.

A lenda conta que o rei Salomão, ao tomar conhecimento daquele amor fraterno, construiu o Templo de Israel naquele lugar da fraternidade.

O amor fraterno é um dos exercícios para se alcançar a excelsitude do verdadeiro amor.

Os que nascemos numa mesma família, como irmãos de sangue somos, as mais das vezes, Espíritos que já nos conhecemos anteriormente em outras existências.

É isso que explica os laços do afeto que nos une. Embora ocorram casos em que os irmãos se detestem, chegando mesmo ao ponto de se destruírem mutuamente, comove observar como tantos outros se amam e se auxiliam.

Percebe-se, pela sua forma de agir, que nasceram para amparar-se mutuamente e alcançar objetivos altruístas.

É comovente observar como Deus dispõe os seres de forma a exercitarem o amor.

Lembramos de uma família na qual o segundo filho é portador de enfermidade que o impossibilita, desde os verdes anos da infância, a ter uma vida dentro dos parâmetros considerados de normalidade.

Necessita de amparo constante, pois até mesmo as refeições não consegue fazer sozinho.

E o irmão menor, extremamente dedicado, sempre pronto a atendê-lo. Eu ajudo, são suas palavras mais frequentes.

Amor fraterno. Felizes os que aproveitam a oportunidade do exercício e estabelecem pontes eternas do seu para o outro coração.

* * *

Nossas famílias são planejadas antes de renascermos.

Nesse planejamento são levados em conta os nossos contatos anteriores.

Isto explica, sem sombra de dúvidas, as simpatias e antipatias que, desde o berço, envolvem os que nos reunimos em uma mesma família.

Seja um meio

Transforme a sua vida: seja um meio, não um fim.
Sejam os teus sonhos, metas – e não o fim de tudo,

Queira e conquiste bens materiais,
Mas não depender deles para ser feliz.

Queira um amor também – você bem merece!
Mas para vivê-lo intensamente “enquanto durar”,
não para se escravizar.

Seu ponto de partida é o dia de hoje,
e se isso é tudo o que você tem,
você já tem muito mais que muita gente.

Se ainda tiver saúde, já acrescenta mais pontos;
se tiver talento, então, sua história pode mudar.

Se tiver determinação, já venceu,
mesmo diante das maiores dificuldades. É só uma questão de tempo.

Seja um meio e tenha liberdade!

Seja uma ponte, que é menor que a estrada.
Mas muita estrada fica paralisada pela falta de uma ponte,
e sendo ponte, você liga dois pontos:
a sua felicidade e a de muitos que nem conhecerá.

Por isso, neste dia que se inicia,
não se preocupe com o fim.
Preocupe-se, com este momento,
com aquilo que você pode fazer para
melhorar sua vida.
E fazendo o bem a si mesmo,
Espalhe o bem por onde passar.

Porque somos como beija-flor,
espalhando pólen por onde passamos,
deixando um pouco de nós.

Que suas marcas sejam inesquecíveis…