Mensagem do dia – Belezas interiores.

Ao nos examinarmos, nada melhor do que afugentarmos
as idéias enganosas que vêm do orgulho, da vaidade,
ou do egoísmo, e que se empregam
para justificar as deficiências.

Devemos proceder a um honesto mergulho interno,
sem esquecer o otimismo, uma vez que somos seres
a caminho da perfeição, e a divindade já está em nós.

Para que as nossas belezas interiores apareçam,
devemos buscá-las, enaltecê-las, reconhecer os esplendores
de nossa realidade eterna, como filhos e filhas de Deus.

BOM DIA/23/01

Olhe-se.

Veja-se como um ser em formação, destinado a
boníssima  condições  no futuro,  bastando que
sempre ponha  o positivo à frente do negativo,
a verdade acima  da  mentira,  a esperança no
alto  e  a  fé  em  Deus  em  primeiro  lugar.

Você, de verdade, está em crescimento,
em processo de aperfeiçoamento.

As energias de que precisa para a sua bela
transformação já estão dentro de você,
ali implantadas pelo Criador.

São energias poderosas que, bem aproveitadas, tocam
você para cima e ajudam aos que se disponham a segui-lo.

É pela sua atenção permanente que você cresce.

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Pedras antigas

Sou as pedras dessa velha escada,
degraus que te conduzem ao infinito,
sou a estrada que permanece aberta,
a porta que não se fecha.

Na longa noite escura,
sou as estrelas que iluminam teu caminho,
No frio abissal das madrugadas,
sou a coberta quente, a fogueira que se acende,
a lua que se afasta para dar lugar ao sol.

Nas lágrimas que derramas, sou gota salgada,
sou o teu sentimento mais profundo,
estou presente em cada momento,
as vezes ao seu lado,
em outras um pouco distante,
porque respeito a sua vontade.

Mesmo querendo fazer mais por você , eu não posso,
não quando eu quero, pois a sua vontade é soberana.
Nada tem mais força no universo que o seu desejo,
e muitas vezes, eu vi você escolher a dor.

Escolheu a dor quando se conformou com uma notícia
que julgou ser ruim,
quando acreditou no primeiro sinal de derrota,
quando deixou o lar por uma aventura qualquer,
se deixou levar pelo falso brilho das drogas,
das facilidades dolorosas do crime,
quando vendeu o corpo, entregando junto a sua alma,
quando se entregou ao quarto escuro,
mesmo tendo o sol por companhia.

Quando o medo te dominou e esqueceu completamente de mim…

Sou aquele que pode transformar aquilo que você começar,
posso acelerar em horas, o que levaria anos para se transformar,
se você der o primeiro passo, se não olhar para trás,
posso renovar a sua saúde, te dar a paz,
te devolver o amor, se pelo menos você se amar.

Posso te dar um novo caminho,
se você quiser se encontrar
se você desejar, se você me chamar,
se me aceitar e me procurar em espírito e em verdade,
sou aquele que sempre acreditou em você,
e por você me abandonei na cruz,
sou aquele que você pode chamar agora,
e Eu te atenderei, sem perguntar o porque,
nem te cobrarei nada,
a não ser o seu arrependimento sincero,
sou teu amigo fiel, sou a Luz,
Aquele que te espera, sem cobranças,
Sou Eu, batendo a sua porta,
esperando seu sinal para entrar,
sou Eu, Jesus.

PROVAÇÕES DOS ENTES QUERIDOS

Não temos pela frente tão-só as nossas dificuldades, mas igualmente as dificuldades das pessoas queridas, pelas quais, muitas vezes, sofremos muito mais que por nós próprios.

Forçoso, porém, anotar que, em nos interessando pelo apoio aos entes queridos, nunca estamos a sós, porquanto Deus, que no-los emprestou ao convívio, permanece velando sem olvidá-los.

Nos dias de cinza e sombra de provação, doemos aos entes amados o melhor de nossa ternura, mas evitemos insuflar-lhes pessimismo ou desconfiança, ansiedade ou inquietação.

Se nos pedem conselhos, não descambemos para sugestões pessoais, e sim, ajudemo-los a buscar a Inspiração Divina, através da prece, porque Deus lhe conhece as necessidades e lhes traçará seguro roteiro ao comportamento.

Se doentes, mais que justo, lhe ministremos assistência e carinho; todavia, empenhamo-nos em guiar-lhes o pensamento para o otimismo, convencidos de que Deus lhes resguarda a existência em cada batimento do coração.

Se empreendem mudanças em seu próprio caminho, abstenhamo-nos de interferir nas decisões que assumam, e sim, ao invés disso, diligenciemos abençoar-lhes os planos de renovação e melhoria, compreendendo que a Divina Providência vigia sobre nós, orientando-lhes os passos.

Se resvalam em duras provas, trabalhemos por aliviá-los e libertá-los, que isso é dever nosso, mas sem torturá-los com a nossa inconformidade e aflição, na certeza de que Deus não está ausente do quinhão de lutas regenerativas ou edificantes que nos cabem a todos, em certas faixas de tempo.

Auxiliemos aos nossos entes queridos a serem autênticos, como são e como devem ser perante a vida.

Indiscutivelmente, tanto quanto irrompem problemas em nossa estrada, problemas outros inúmeros aparecem no campo da ação, daqueles que mais amamos; no entanto, a fim de ampará-los com eficiência e segurança, atuemos em favor deles, em bases de equilíbrio de amor, reconhecendo que não estamos sozinhos na empresa socorrista, de vês que muito antes de nós, Deus estava e continua a estar no caso de cada um.

A SEMENTE DA MOSTARDA I

O rapaz abeirou-se do Mentor, mostrando-se evidentemente acanhado, e considerou em tom de pergunta:

-Instrutor, a sua bondade já nos disse, várias vezes, que os ensinamentos de Jesus, o nosso Divino Mestre, estão sempre iluminados para a compreensão do nosso entendimento… Entretanto, às vezes, esbarro com afirmativas d’Ele que me fazem pensar inutilmente, já que não lhes alcanço sentido…

-Dê-me um exemplo – solicitou o interpelado com paciência.

-Disse-nos Jesus que se tivermos fé do tamanho de um grão de mostarda – continuou o jovem consulente – certa montanha, por nossa ordem, transportar-se-á daqui para ali; não crê o senhor que isso é um absurdo em confronto com a realidade?

-Meu amigo – explicou-se o Mentor – Jesus, por falta de comparações e palavras adequadas, legou-nos muitas lições em forma de símbolos e parábolas… Imagino que Nosso Divino Mestre tomou a imagem da montanha, como significado a nossos hábitos e preferências. Muitos defeitos, que ainda nos caracterizam, pesam sobre nós por montes de imperfeições que precisamos remover do mal para o bem…

-Mas – continuou o aprendiz – o senhor concordará que isso é uma observação puramente filosófica; desejo que o senhor me conduza para o domínio dos fatos reais.

O instrutor meditou por alguns instantes em profundo silêncio e rematou:

-Caro amigo, se você pretende observar o poder de um agente pequenino, qual a semente de mostarda, sobre um corpo extenso de dificuldades que o desorienta ou perturba, acenda uma vela pequenina diante da escuridão.

O contrário do Amor

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

Poema de Amigo Aprendiz

Quero ser o teu amigo.
Nem demais, nem de menos.
Nem de tão longe nem de tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.

Mas amar-te sem medida,
e ficar na tua vida
da maneira mais discreta que eu souber.

Sem tirar-lhe a liberdade.
Sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar quando for hora de calar,
e sem calar quando for hora de falar.

Nem ausente nem presente por demais,
simplesmente, calmamente, ser-te paz…

É bonito ser amigo.
Mas, confesso, é tão difícil aprender
E por isso eu te suplico paciência.

Vou encher este teu rosto de lembranças!
Dá-me tempo de acertar nossas distâncias!

PRECE A MÃE SANTÍSSIMA

Mãe Santíssima!…

Enquanto as mães do mundo são reverenciadas, deixa te recordemos a pureza incomparável e o exemplo sublime…

Soberana, que recebeste na palha singela o Redentor da Humanidade, sem te rebelares contra as mães felizes, que afagavam espíritos criminosos em palácios de ouro, ensina-nos a entesourar as bênçãos da humanidade.

Lâmpada de ternura, que apagaste o próprio brilho para que a luz do Cristo fulgurasse entre os homens, ajuda-nos a buscar na construção do bem para os outros o apoio de nossa própria felicidade.

Benfeitora, que te desvelaste, incessantemente, pelo Mensageiro da Eterna Sabedoria, sofrendo-lhe as dores e compartilhando-lhe as dificuldades, sem qualquer pretensão de furtá-lo aos propósitos de Deus, auxilia-nos a extirpar do sentimento as raízes do egoísmo e da crueldade com que tantas vezes tentamos reter na inconformação e no desespero os corações que mais amamos.

Senhora, que viste na cruz da morte o Filho Divino, acompanhando-lhe a agonia com as lágrimas silenciosas de tua dor, sem qualquer sinal de reclamação contra os poderes do Céu e sem qualquer expressão de revolta contra as criaturas da terra, conduze-nos para a fé que redime e para a renúncia que eleva.

Missionária, salva-nos do erro.

Anjo estende sobre nós a níveas asas!…

Estrela clareia-nos a estrada com teu lume…

Mãe querida agasalha-nos a existência em teu manto constelado de amor!…

E que todas nós, mulheres desencarnadas e encarnadas em serviço na terra, possamos repetir, diante de Deus, cada dia, a tua oração de suprema felicidade:

“- Senhor, eis aqui tua serva, cumpra-se em mim segundo a tua palavra”.

MEDITA

Não vale revidar a ofensa recebida.

Ressentir-se é tornar as sombras do agressor.

Vingar-se propriamente, é cortar-se em si mesmo.

Se alguém te insulta ou fere.

Perdoa, esquece e passa.

Ninguém apaga um mal, criando um mal maior.

Ora, serve e caminha.

Deus tudo sabe e vê.

Tutor

O inverso da humildade é o ego.
Podemos desenvolver o ego por possuir muitas coisas ou por não possuir absolutamente nada.
E a inferioridade também é considerada ego.
Para se destruir o ego é necessário saber que somos apenas tutores de nossos pertences.
Ser um tutor significa que não possuímos alguma coisa, mas que aquilo nos foi dado.
Ninguém trouxe nada consigo para este mundo. Quando viemos, não estávamos nem vestindo as nossas roupas, mas estas foram dadas para nós.
Na extensão em que, com honestidade, conseguimos ser zeladores ou tutores, nessa mesma extensão podemos experimentar abundância, e então, a arrogância é desnecessária.