Mensagem do dia – Cuide-se no falar.

Atente para o que diz.

A sua palavra edifica, eleva e agrada.
Mas também destrói, rebaixa e machuca.

O que sai da sua boca é força criadora.
A palavra proferida passa a produzir efeitos.
Não há como fazê-la retornar.

Por isso, cuide-se no falar.
Evite excessos.
Regre-se pela verdade e sensatez.

Regule o tom de voz.

Não fale alto, nem seja rude.
Transmita paz, certeza, carinho, alegria.

Tudo o que você fala é ouvido por Deus.

Lourival Lopes

BOM DIA/24/02

Quando você está envolvido demais com sentimentos de ódio ou amor, se há tempo ou possibilidade durante aquele momento exato, tente olhar para dentro de si mesmo e perguntar: “O que é afeto? O que é apego? Qual é a natureza da raiva?
Dalai Lama

O Monge

Vivia um monge nas proximidades do templo de Shiva. Na casa em frente, morava uma prostituta. Observando a quantidade de homens que a visitavam, o monge resolveu chamá-la.
- Você é uma grande pecadora – repreendeu-a. Desrespeita a Deus todos os dias e todas as noites. Será que você não consegue parar e refletir sobre a sua vida depois da morte?
A pobre mulher ficou muito abalada com as palavras do monge; com sincero arrependimento orou a Deus, implorando perdão. Pediu também que o Todo-Poderoso a fizesse encontrar uma nova maneira de ganhar o seu sustento.
Mas não encontrou nenhum trabalho diferente. E, após uma semana passando fome, voltou a prostituir-se. Mas, cada vez que entregava seu corpo a um estranho, rezava e pedia perdão.
O monge, irritado porque seu conselho não produzira nenhum efeito, pensou consigo mesmo:
“A partir de agora vou contar quantos homens entram naquela casa – até o dia da morte desta pecadora.”
E desde esse dia, ele não fazia outra coisa a não ser vigiar a rotina da prostituta: a cada homem que entrava, colocava uma pedra num monte.
Passado algum tempo, o monge tornou a chamar a prostituta e lhe disse:
-Vê esse monte? Cada pedra dessas representa um dos pecados morais que você cometeu, mesmo depois de minhas advertências. Agora torno a dizer: cuidado com as más ações!
A mulher começou a tremer, percebendo como se avolumavam seus pecados. Voltando para casa, derramou lágrimas de sincero arrependimento, orando:
- Ó Senhor, quando Vossa misericórdia irá me livrar desta miserável vida que levo?
Sua prece foi ouvida. Naquele mesmo dia, o anjo da morte passou por sua casa e a levou. Por vontade de Deus, o anjo atravessou a rua e também carregou o monge consigo.
A alma da prostituta subiu imediatamente ao céu, enquanto os demônios levaram o monge ao inferno. Ao cruzarem no meio do caminho, o monge viu o que estava acontecendo, e clamou:
- Ó Senhor, essa é a Tua justiça? Eu, que passei a minha vida em devoção e pobreza, agora sou levado ao inferno, enquanto essa prostituta, que viveu em constante pecado, está subindo ao céu!
Ouvindo isso, um dos anjos respondeu:
-São sempre justos os desígnios de Deus. Você achava que o amor de Deus se resumia em julgar o comportamento do próximo. Enquanto você enchia seu coração com a impureza do pecado alheio, esta mulher orava fervorosamente dia e noite. A alma dela ficou tão leve depois de chorar que podemos levá-la até o paraíso. A sua alma ficou tão carregada de pedras que não conseguimos fazê-la subir até o alto.

HONRA DE SERVIR

Às vezes, alma irmã, dizes que a vida

É um tecido de lutas colossais,

Que não tens paciência de sofrê-las,

Que não suportas mais.

Acalma-te, no entanto, pensa e nota:

Sem que os problemas surjam tais quais são,

Tudo seria o caos no campo da existência,

Deserto sem degraus de elevação.

- “Paciência, – explicou-nos sábio amigo, -

É o respeito ideal que se mantém,

Entre os seres e as vidas que se entrosam

Para a realização do Eterno Bem.”

Para que não se faça barro e lodo,

Pântano incomodando o próprio ar,

Deve a fonte servir no curso a que se prende,

No anseio de atingir a grandeza do mar.

Se o trigo recusasse a mó que o pulveriza,

Faria nobre prato com certeza

Ou talvez fosse adorno para o mundo,

Mas não seria pão brilhando à mesa.

Sem controle da usina que a governa,

Depois de acumulada onde se ativa,

Seria a força da eletricidade

Unicamente força destrutiva.

Se quisesse fugir da órbita a que atende,

Seria o próprio Sol, nos espaços profundos,

Um monstro luminoso sem destino,

Perturbando a mecânica dos mundos.

Paciência, alma irmã, é o dom do entendimento,

A honra de servir que temos ao dispor,

Para erguer, ante os Céus, nos distritos da Terra,

O caminho da Paz e a presença do Amor.

Maria Dolores/Frâncico Cândido Xavier

HOMENS E ANJOS

 

“Enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder,

não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor.”

II Pedro, 2:11

 

É lastimável observar o grande número de pessoas que estão sempre dispostas a proferir sentenças blasfematórias, umas para com as outras. A leviandade domina-lhes as conversações, a mesquinhez corrompe-lhes as atividades nos mais diversos setores da vida.

 

Exceção feita aos sinceros cultivadores da luz religiosa, quase todos os homens se conservam à porta de situações ásperas em que o esforço difamatório lhes envenena a vida. Alimentam antipatias injustas para com os irmãos de atividade profissional, pelo próximo que não aceita as idéias, pelos companheiros que se não afinam com os seus princípios. E como a lei é de compensação e troca, receberão dos colegas e dos vizinhos as mesmas vibrações destruidoras.

Guerras silenciosas, nesse sentido, têm, por vezes, secular duração.

Entretanto, o homem jactancioso está sempre rodeado pela ação benéfica de Espíritos iluminados e generosos, que, quanto mais revestidos de poder divino, mais se compadecem das fragilidades humanas, estendendo-lhes mãos acolhedoras para o caminho e jamais pronunciando juízos condenatórios diante do Senhor.

Toda vez que fores compelido a analisar os esforços alheios, recorda a palavra de Pedro. Não te esqueças de que as entidades angélicas, mananciais vivos e sublimes de força e poder, nunca enunciam sentenças acusatórias contra ti, diante de Deus.

 

Emmanuel/Francisco Cândido Xavier

Veja a beleza

A vida não é feita apenas de defeitos, falhas e tristezas.

Há beleza até nas pequenas coisas.

Esforce-se por enxergar a beleza que a vida tem. Toda beleza que
você admira  é um ponto de  paz que  nasce  em  você.   Esse ponto
de paz encobre o seu estado de  aborrecimento e desperta a algria.

Saiba viver.

Em tudo, admire a beleza.

Sua vida tem a beleza que nela você vê.

Lourival Lopes

A Estrada de Luz

Quando o primeiro homem desceu aos vales e aos montes da Terra,
sentiu que a miséria lhe entravava todos os passos.
Entristecido, ante a contemplação de pântanos e desertos, voltou,
receoso, ao Trono do Senhor e rogou em voz súplice:
- Pai misericordioso, compadece-te de mim!
A indigência persegue-me, socorre a minha extrema- pobreza!…
E o Todo-Bondoso, prometendo-lhe proteção e carinho,
recomendou-lhe o trabalho das mãos.
O homem tornou à gleba escura e triste e agiu, corajosamente.
Improvisando utensílios rústicos, distribuiu as águas, drenou
os charcos, selecionou as plantas frutíferas e conseguiu edificar
o primeiro ninho doméstico.
Instalado, porém, na casa simples, reconheceu que a ignorância
lhe ensombrava a Imaginação.
Amedrontado com as inibições espirituais que o sufocavam,
regressou ao Céu, Implorando:
- Senhor, Senhor, minha cabeça jaz em trevas…
Auxilia-me!
Dá-me claridade ao entendimento!…
E o Todo-Sábio, reafirmando-lhe o seu amor infinito, aconselhou-lhe
o trabalho do pensamento.
Atendendo a indicação, o homem passou a observar com
redobrada paciência os fenômenos que o cercavam, adquirindo
preciosas lições da Natureza e criando, com o esforço próprio, os
primeiros livros de pedra.
Ilhado, todavia, em tarefas e estudos, experimentou o anseio de
exteriorizar-se e voar…
A solidão amargava-lhe o espírito.
Aspirava à comunhão com os outros
seres, anelava penetrar os segredos do firmamento.
Depois de muitas lágrimas, retomou ao Paraíso e pediu em pranto:
- Pai, estou sozinho…
Ampara-me!
Ajuda-me a fugir do cárcere de mim mesmo!…
O Todo-Poderoso, afagando-lhe a fronte, abençoou -lhe a presença
e receitou-lhe o trabalho dos sentidos.
O homem, surpreso, mobilizou os recursos dos olhos e dos ouvidos
e, contemplando as estrelas luzentes, mirando as flores, auscultando
a beleza das pedras e dos metais e ouvindo as vozes das
fontes e dos ventos, descobriu a arte, em cuja companhia pôde
afastar-se do mundo, em espírito, na direção das Esferas Superiores.
Rodeado de enorme descendência, passou a ser visitado pelo
cortejo de variadas enfermidades.
Espantado com a ruína física dos filhos e dos netos, recorreu, aflito,
ao Senhor, suplicando, lacrimoso:
- Pai Amado, as moléstias devastam-me a casa…
Que será de mim?
Assiste-nos com a tua compaixão!…
O Todo-Amoroso sorriu, compassivo, reiterou-lhe a promessa
de auxílio e recomendou-lhe o trabalho do raciocínio.
Examinando detidamente as plantas e os minerais, o homem
conseguiu a formação de numerosos remédios para combater
as doenças que o vergastavam.
Mais tarde, com o aprimoramento da paisagem e com a prosperidade
dos seus bens, foi assaltado por diversas tentações.
A inveja, o orgulho e a vaidade sopravam-lhe aos ouvidos os
mais estranhos proj etos.
Aflito, procurou o Trono Divino e solicitou, amargurado:
- Senhor, gênios perversos me atormentam a vida!…
Fortalece-me contra a loucura!…
O Todo-Generoso acariciou-lhe a cabeça trêmula e indicou-lhe mais
trabalho para a atenção.
O homem tornou à Terra imensa e procurou fugir de si mesmo,
através da atividade incessante, instituindo novas colônias de
serviço para a multiplicação das tarefas gerais, garantindo,
com isso, a sua harmonia mental.
Dias rolaram sobre dias…
Depois de muitos anos, já encanecido, notou que os seus inúmeros
descendentes surgiam irritados e desarmônicos, a propósito de
inutilidades e ilusões.
A discórdia armava entre eles perigosos abismos…
Torturado, o infeliz demandou à Casa do Senhor, mas reparou
com surpresa que o Paraíso elevara-se além das estrelas. . .
Triste e cansado, orou em lágrimas ardentes.
O Todo-Compassivo não veio pessoalmente ouvir-lhe a súplica,
mas enviou-lhe um mensageiro, aureolado de bondade e de luz,
que lhe falou carinhosamente:
- Volta ao mundo, em nome do Senhor, e trabalha constantemente.
Se teus filhos e netos se desentendem uns com os outros, dá
trabalho ao teu coração, amando, perdoando, servindo e
ensinando sempre…
E, porque o homem indagasse sobre a ocasião sublime em que
lhe caberia repousar na companhia do Eterno Pai, o emissário
respondeu, delicado e solícito:
- Vai e constrói. Segue e atende ao progresso.
Avança, marcando atua romagem com os sinais
imperecíveis das boas obras!…
O trabalho, entre as margens do amor e da reta consciência, é a
estrada de luz que te reconduzirá ao Paraíso, a fim de que a Terra
se transforme no divino espelho da Glória de Deus.
Irmão x

Trate-se com amor.

Trate-se com amor.
Respeite e aprecie a si mesma.
Quando você se amar,
ficará mais aberta ao amor
que vem de outras pessoas.
A Lei do amor requer que você
dê atenção ao que quer,
mais do que ao que não quer.
Cencentre-se em se amar.  Afirme:
EU ME AMO COMPLETAMENTE AGORA.

Louise L. Hay

Tenha Sabedoria

Hoje é dia de ser feliz.

Aproveite as horas, os minutos e segundos deste dia

e sinta as melhorias internas e externas

como presentes de Deus para você.

Não se canse de ver a mesma paisagem,

as mesmas pessoas, os mesmos trabalhos,

incumbências e problemas.

O que importa é ter paz no coração,

cuidar do que está por dentro de você.

Tenha sabedoria.

Olhe para dentro de si com prazer,

admire-se e firme-se em bons propósitos.

Com isso, o seu exterior se modifica,

o mal perde força para o bem e vêm-lhe novas emoções,
claridades e energias.

Os dias existem para a sua felicidade.

Lourival Lopes

Salmo 88

1 Ó Senhor, Deus da minha salvação, dia e noite clamo diante de ti.

2 Chegue à tua presença a minha oração, inclina os teus ouvidos ao meu clamor;

3 porque a minha alma está cheia de angústias, e a minha vida se aproxima do Seol.

4 Já estou contado com os que descem à cova; estou como homem sem forças,

5 atirado entre os finados; como os mortos que jazem na sepultura, dos quais já não te lembras, e que são desamparados da tua mão.

6 Puseste-me na cova mais profunda, em lugares escuros, nas profundezas.

7 Sobre mim pesa a tua cólera; tu me esmagaste com todas as tuas ondas.

8 Apartaste de mim os meus conhecidos, fizeste-me abominável para eles; estou encerrado e não posso sair.

9 Os meus olhos desfalecem por causa da aflição. Clamo a ti todo dia, Senhor, estendendo-te as minhas mãos.

10 Mostrarás tu maravilhas aos mortos? ou levantam-se os mortos para te louvar?

11 Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade no Abadom?

12 Serão conhecidas nas trevas as tuas maravilhas, e a tua justiça na terra do esquecimento?

13 Eu, porém, Senhor, clamo a ti; de madrugada a minha oração chega à tua presença.

14 Senhor, por que me rejeitas? por que escondes de mim a tua face?

15 Estou aflito, e prestes a morrer desde a minha mocidade; sofro os teus terrores, estou desamparado.

16 Sobre mim tem passado a tua ardente indignação; os teus terrores deram cabo de mim.

17 Como águas me rodeiam todo o dia; cercam-me todos juntos.

18 Aparte de mim amigos e companheiros; os meus conhecidos se acham nas trevas.

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