Mensagem do dia – Ensino maravilhoso.

Disse Jesus:
“Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres”.
Ensino maravilhoso.
Se conhecermos a verdade, a verdade de nós mesmos,
que vem de nossa essência pura, da luz que
está dentro de nós, do nosso ser divino e único,
essa verdade nos fará livres, livres de
nossos defeitos, de nossos pensamentos,
emoções, atos e modos nocivos – e assim
seremos felizes para sempre.
Siga esse ensinamento de Jesus.
Ele é a grande luz.
Quem segue a Jesus não anda às escuras.

BOM DIA/10/12

Dia a dia, não esquece de alimentar
o que brilha em ti.
Resgata sempre que puderes, um pouco da paz que está em teu coração e com ela celebra e fortifica os teus passos, as tuas direções.
Descansa no silêncio que pousa em teu ser sempre que teus olhos encontrarem as montanhas, o nascer do sol…
Sempre que teus ouvidos comungarem com os ventos, com a chuva caindo no mar.
Aprende com a paciência do despertar que é pouco a pouco que tudo vai sendo definido, que é momento a momento que tudo vai sendo relembrado, reconstruído e desfrutado.
Não alimenta a pressa que tua mente tem
de chegar, e sim a tranqüilidade que
teu coração necessita para caminhar.
Aprende e aceita, verdadeiramente,
que o que desejas ser-te-á dado, sempre. Talvez não agora e talvez não da maneira como sonhaste, mas da maneira como Deus sabe que necessitas, da maneira como Deus sabe que, assim, serás mais feliz.
Dia a dia, cuida de ti.
Não te castigues fortalecendo a dor, a raiva, a crença na escuridão… Apenas observa tais estados e sente o que podes aprender com cada um deles, quais mudanças poderás empreender, e depois deixa-os para trás.
Pede, determina e segue…
O caminho pode parecer longo,
mas àquele que se dedica, dia a dia,
na construção do seu próprio templo,
a este é dado conhecer a alegria de viver apenas o momento, o momento presente.
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O Momento da Aurora

Certo dia, um sábio reuniu seus alunos e perguntou:

- Como é que sabemos o exato momento em que a noite acaba e o dia começa?

- Quando, à distância, somos capazes de distinguir uma ovelha de um cachorro
- disse um menino.

O sábio não ficou contente com a resposta.

- Na verdade – disse outro aluno -, sabemos que já é dia quando podemos distinguir,
à distância, uma oliveira de uma figueira.

- Não é uma boa definição – respondeu o sábio.

- Qual a resposta então? – perguntaram os garotos.

O sábio então falou:

- Quando um estrangeiro se aproxima e nós o confundimos com nosso irmão, este é o momento da aurora, o momento em que a noite acabou e o dia começa.
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O amor ao próximo está em todas as crenças, em todos os tempos.

Os mestres, os sábios, os missionários, sempre ensinaram e exemplificaram esta lição, proclamando que a aurora da humanidade virá quando descobrirmos uns aos outros, quando admitirmos que somos filhos de um mesmo pai, que temos o mesmo objetivo, e que por isso precisamos caminhar juntos.

É tempo de abrir o coração para outras almas, de deixar os preconceitos de lado,
as exigências descabidas, e conviver mais com as pessoas.

Muitos têm medo de se ferir. Muitos se afastam de todos por egoísmo.

Seja você uma exceção. Seja aquele que valoriza as amizades, aquele amigo que está sempre lá, “pro que der e vier”, como se diz popularmente.

Seja aquela pessoa que gosta de ter a casa cheia, que gosta de receber visitas, que gosta de compartilhar as conquistas com os outros.

Seja você aquele que liga para desejar feliz aniversário, aquele que escreve
um longo cartão de Natal falando do ano que se passou, e o quanto àquela pessoa lhe foi importante.

Seja aquele amigo que destaca as virtudes do outro, e que até discorde algumas vezes, mas discorde com delicadeza e psicologia.

Seja você alguém que cumprimenta a todos, e que receba aqueles que ainda não conhece bem, com um sorriso, com um “bom dia”.

Finalmente, seja você a aurora dos que estão à sua volta, dizendo-lhes, através de seu otimismo, que o dia se aproxima, e que a noite logo termina.

[]

“O momento da aurora se aproxima.

Muitas vozes já proclamam a chegada de um novo tempo.
Tempo que está no coração do homem.
Tempo que está no calor de seu abraço.
O momento da aurora se aproxima.
E a noite será passado, e o sol será presente.
Presente para aqueles que se tornarem espelho e
refletirem, em seu próximo, toda luz que receberem.”

O PÃO DE CRISTO

O que se segue é um relato verídico sobre um homem chamado Victor.
[]
Depois de meses sem encontrar trabalho, viu-se obrigado a recorrer à mendicância para sobreviver, coisa que o entristecia e envergonhava muito.

Numa tarde fria de inverno, encontrava-se nas imediações de um clube social, quando viu chegar um casal.

Víctor lhe pediu algumas moedas para poder comprar algo para comer.

-Sinto muito, amigo, mas não tenho trocado – disse ele.

Sua esposa, ouvindo a conversa perguntou:

-Que queria o pobre homem?

-Dinheiro para comer. Disse que tinha fome – respondeu o marido.

- Lorenzo, nos podemos entrar e comer uma comida farta que não necessitamos e deixar um homem faminto aqui fora!

-Hoje em dia há um mendigo em cada esquina! Aposto que quer dinheiro para beber!

-Tenho uns trocados comigo. Vou dar-lhe alguma coisa! Mesmo de costas para eles, Vitor ouviu tudo que disseram.

Envergonhado, queria afastar-se correndo dali, mas neste momento ouviu a amável voz da mulher que dizia:

- Aqui tens algumas moedas. Consiga algo de comer. Ainda que a situação esteja difícil, não perca a esperança. Em algum lugar existe um trabalho para você. Espero que encontre. – Obrigado, senhora. Acabo de sentir-me melhor e capaz de começar de novo. A senhora me ajudou a recobrar o ânimo!
Jamais esquecerei sua gentileza.

-Você estará comendo o Pão de Cristo! Partilhe-o – Disse ela com um largo sorriso dirigido mais a um homem que a um mendigo.

Víctor sentiu como se uma descarga elétrica lhe percorresse o corpo.
Encontrou um lugar barato, mas de comida farta e apetitosa.
Gastou a metade do que havia ganhado e resolveu guardar o que sobrara para o outro dia.
Comeria ‘O Pão de Cristo’ por dois dias. Uma vez mais aquela descarga elétrica corria por seu interior.

O PÃO DE CRISTO!

-Um momento! – pensou.

Não posso guardar o pão de Cristo somente para mim.

Parecia-lhe escutar o eco de um velho hino que tinha aprendido na escola dominical. Neste momento, passou a seu lado um velhinho.

-Quem sabe, este pobre homem tenha fome – pensou-. Tenho que partilhar o Pão de Cristo com ele.

- Ouça -exclamou Victor-. Gostaria de entrar e comer uma boa comida?

O velho se voltou e encarou-o sem acreditar.

- Você fala serio, amigo? O homem não acreditava em tamanha sorte, até que se viu sentado em uma mesa coberta, com uma toalha e com um belo prato de comida quente na frente.

Durante a ceia, Víctor notou que o homem envolvia um pedaço de pão em sua sacola de papel.

- Está guardando um pouco para amanhã? Perguntou. Não, não. É que tem um menininho que conheço onde costumo freqüentar, que tem passado mal ultimamente e estava chorando quando o deixei. Tinha muita fome. Vou levar-lhe este pão. – O Pão de Cristo!

Victor recordou novamente as palavras da mulher e teve a estranha sensação de que havia um terceiro convidado sentado naquela mesa. Ao longe os sinos da igreja pareciam entoar o velho hino que havia soado antes em sua cabeça.

Os dois homens levaram o pão ao menino faminto que começou a engoli-lo com alegria.

De repente, o menino se deteve e chamou um cachorrinho. Um cachorrinho pequeno e assustado.

- Tome cachorrinho. Te dou a metade. O Pão de Cristo alcançará também você. O pequeno tinha mudado de semblante. Pôs-se de pé e começou a vender o jornal com alegria. Até logo! Disse Vitor ao velho. Em algum lugar haverá um
emprego para você. Não desespere!

- Sabe? -sua voz se tornou em um sussurro-. Isto que comemos é o pão de Cristo. Uma senhora me disse quando me deu aquelas moedas para comprá-lo. O futuro nos presenteará com algo muito bom!

Ao se afastar, Vitor reparou o cachorrinho que lhe farejava a perna.
Agachou-se para acariciá-lo e descobriu que tinha uma coleira onde estava gravado o nome e endereço de seu dono.

Victor resolveu então levá-lo àquele endereço. Caminhou um bom pedaço até a casa do dono do cachorro e bateu na porta.

Ao sair e ver que havia sido encontrado seu cachorro, o homem ficou contentíssimo, e logo sua expressão se tornou séria.
Estava por repreender Victor, que certamente lhe havia roubado o cachorro, mas não o fez, pois Victor mostrava no rosto um ar de dignidade que o deteve.

Disse então:

No jornal de ontem, ofereci uma recompensa pelo resgate.
Tome!

Victor olhou o dinheiro meio espantado e disse:

- Não posso aceitar. Somente queria fazer um bem ao cachorrinho, em gratidão ao que me levou até ele.

- Pegue-o!
Para mim, o que você fez vale muito mais que isto!
Você precisa de um emprego?
Venha ao meu escritório amanhã.
Faz-me muita falta uma pessoa íntegra como você.

Ao voltar pela avenida aquele velho hino que recordava sua infância, voltou a soar em sua alma. Chamava-se ‘PARTE O PÃO DA VIDA’,

‘NÃO O CANSEIS DE DAR, MAS NÃO DÊS AS SOBRAS, DAI COM O CORAÇÃO, MESMO QUE DOA’. QUE O SENHOR NOS CONCEDA A GRAÇA DE TOMAR NOSSA CRUZ E SEGUÍ-LO!
[]
Bem, agora se desejares, reparta com os amigos. Ajuda-os a repartir e refletir. Eu já o fiz.

ESPERO QUE SIRVA para sua VIDA…

QUE DEUS TE ABENÇOE SEMPRE!

Plenitude

“Os olhos do homem sábio estão na sua cabeça, mas o louco anda em trevas;”
Eclesiastes 2-14

Muita gente anda se perdendo em tormentos tolos,
buscando recompensas materiais rápidas,
vendendo a alma, o corpo e seus ideais,
em troca de algum conforto material,
tentando compensar suas ausências com jóias,
celulares caros e cheios de acessórios,
carros com mais potência e luxo,
e nada, absolutamente nada o satisfaz.

A felicidade que tanto buscamos nas coisas,
que tentamos encontrar nos outros,
no amor que não vivemos,
no amor que partiu,
no parente que morreu,
no filho que não nasceu,
na semente que não germinou,
é tudo ilusão de olhos materiais,
olhos que só vêem o que se vê na superfície,
e o iceberg tem apenas uma parte para fora da água,
sua maior porção não está revelada,
por isso os tolos batem e afundam.

A felicidade está onde você a colocar,
no vaso de gerânios na janela,
na horta que cresce verdinha e plena das suas mãos,
no orfanato que você visita e é reconhecido,
no trabalho onde você é respeitado pela generosidade,
na sua casa onde te amam pela sua compreensão,
na igreja onde reconhecem a sua espiritualidade verdadeira.

A felicidade não permite aparências, coisas externas,
está em nosso semblante, é exibida pelos olhos,
que são espelhos da alma.

Não se frustre por tão pouco, não se inquiete,
deixe de lado as falsas expectativas que você cria,
viva a realidade do dia e Deus, na sua infinita sabedoria,
saberá dar-lhe, no momento oportuno, não o que desejas,
pois nem sempre é o melhor para o seu tempo,
mas o que precisas para viver a felicidade que existe em ti.
Isso se chama Plenitude!
Muita paz para o seu dia…

O Filho

Um homem muito rico e seu filho tinham grande paixão pela arte.
Tinham de tudo em sua coleção, desde Picasso até Rafael.
Muito unidos, se sentavam juntos para admirar as grandes obras de arte.
Por uma desgraça do destino, seu filho foi para guerra. Foi muito valente, e morreu na batalha, quando resgatava outro soldado. O pai recebeu a notícia e sofreu profundamente a morte de seu único filho.
Um mês mais tarde, justo antes do Natal, alguém bateu na porta… Um jovem com uma grande tela em suas mãos disse ao pai: – “Senhor você não me conhece, mas eu sou o soldado por quem seu filho deu a vida, ele salvou muitas vidas nesse dia e, estava me levando a um lugar seguro quando uma bala lhe atravessou o peito, morrendo assim, instantaneamente. Ele falava muito do senhor de seu amor pela arte”.
E o rapaz estendeu os braços para entregar a tela: “Eu sei que não é muito, e eu também não sou um grande artista, mas sei também que seu filho gostaria que você recebesse isto”.
O pai abriu a tela. Era um retrato de seu filho, pintado pelo jovem soldado. Ele olhou com profunda admiração a maneira em que o soldado havia capturado a personalidade de seu filho na pintura.
O pai estava tão atraído pela expressão dos olhos de seu filho, que seus próprios olhos se encheram de lágrimas.
Ele agradeceu ao jovem soldado, e ofereceu pagar-lhe pela pintura. “Não, senhor, eu nunca poderia pagar-lhe o que seu filho fez por mim. Essa pintura é um presente”.
O pai colocou a tela a frente de suas grandes obras de arte, cada vez que alguém visitava sua casa, ele mostrava o retrato do filho, antes de mostrar sua famosa galeria.
O homem morreu alguns meses mais tarde, e se anunciou um leilão de todas as suas obras de arte.
Muita gente importante e influente, com grandes expectativas de comprar verdadeiras obras de arte.
Em exposição estava o retrato do Filho.
O leiloeiro bateu seu martelo para dar início ao leilão. – Começaremos o leilão com o retrato o Filho. Quem oferece por este quadro?
Um grande silêncio…Então um grito do fundo da sala: “Queremos ver as pinturas famosas! Esqueça- se desta!”.
O leiloeiro insistiu… “Alguém oferece algo por essa pintura? $100? $200? … Mais uma vez outra voz: “Não viemos por essa pintura! Viemos por Van Goghs, Picasso,.. Vamos às ofertas de verdade…
Mesmo assim o leiloeiro continuou: – “O Filho! O Filho! Quem leva o Filho?”
Finalmente, uma voz : – Eu dou $10 pela pintura…
Era o velho jardineiro da casa.
Sendo um homem muito pobre, e esse era o único dinheiro que podia oferecer. – Temos $10! Quem dá $20? gritou o leiloeiro.
As pessoas já estavam irritadas, não queriam a pintura do Filho, queriam as que realmente eram valiosas, para completarem sua coleção.
Então o leiloeiro bateu o martelo: “Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendida por $10! “
Agora vamos começar com a coleção!” – gritou um.
O leiloeiro soltou seu martelo e disse: – Sinto muito damas e cavalheiros, mas o leilão chegou ao seu final.
- Mas, e as pinturas? disseram os interessados.
- “Eu sinto muito”, disse o leiloeiro. Quando me chamaram para fazer o leilão, havia um segredo estipulado no testamento do dono. Não seria permitido revelar esse segredo até este exato momento. Somente a pintura O Filho seria leiloada; aquele que a comprasse, herdaria absolutamente todas as posses desse homem inclusive as famosas pinturas.
O homem que comprou O Filho fica com tudo!
Reflexão:
Deus entregou seu único e amado filho, para morrer por nós numa cruz à mais de 2000 anos atrás. Assim , como o leiloeiro, a mensagem hoje é: “Quem ama o Filho tem tudo com o Pai, e herdará suas riquezas. Deus não é homem de mentir.
Ele é perfeito.
Sua palavra nos deixa os ensinamentos e as promessas para quem O ama”.
Sua vida não é uma coincidência, é um reflexo do amor de Deus por ti…

O amor a tudo preenche

O amor a tudo preenche, a tudo cura e a tudo espera.
Não precisas de palavras, de tristezas ou de angústias;
Não precisas colher a fruta antes dela crescer, tão pouco limitá-la a
nunca florescer;
Não precisas montar circos e nem carregar elefantes nas pontas dos dedos;
Não precisas mentir, nem fingir, nem amaldiçoar e nem julgar…
Apenas sê amoroso e este simples estado contagiará o mundo que te
cerca, sem que nada precises fazer para que isto aconteça.
Silenciosamente amoroso…
Para que assim te sintas, procura nas profundezas das tuas águas
azuis, tuas estrelas marinhas;
No deserto da tua sede, o conhecimento da tua vontade.
Procura na transparência da bondade, os bordados que o Criador te deixou;
No brilho da gentileza, a alegria em não machucar.
Procura nos vales da solidão, a crueldade com que te excluis de ti mesmo;
Nas comportas da permissão, a coragem para que sejas livre.
Procura no silêncio do amanhecer, a canção do Universo;
Na doçura dos teus sonhos, a realidade para os teus planos.
Procura na realidade que vives, a força que te acompanha;
No aconchego da presença silenciosa de Deus, a luz que te banha.
Não te demores em tantas confusões, em tantos enganos, mas sim
permita-te ser amoroso e desfrutarás do verdadeiro propósito que a ti
está reservado.

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Sementes de virtudes

Não podemos controlar
todas as situações que vivemos,
algumas não dependem
da nossa vontade.
E não podemos mudar tudo também,
mesmo se somos fortes,
decididos e positivos.
Mas podemos colocar um
pouco de sal e de luz.

Podemos aprender a gerenciar
essas situações de
maneira que não nos afetem
completamente ou profundamente,
que não nos destruam
ou acabem com nossos
relacionamentos de amor
e de amizade.

Quando perdemos o controle de nós,
perdemos o controle de tudo.

É como um motorista que,
ao sentir o perigo,
larga o volante:
o acidente é inevitável!

Por mais desesperadoras que
pareçam as situações,
temos que segurar o volante.

Guardar a calma nos momentos
mais críticos é uma atitude preciosa,
não só para nós,
mas para os outros também.

Ah, sim,
podemos explodir e às vezes
até precisamos!
Todavia há maneiras de exteriorizar
o que nos atormenta sem que
os pedaços da nossa ira afetem
tudo ao nosso redor.

Podemos chorar até
que nossa alma se sinta lavada,
podemos falar com alguém
em quem tenhamos confiança,
podemos pintar, desenhar,
construir,
correr ou apenas nos
entregar à dor até que o peito
se esvazie dela.

Há pessoas, como eu,
que escrevem longas cartas
que nunca enviam,
mas que aliviam.

Somos humanos,
eu sei e não podemos ficar
indiferentes à tudo o que acontece,
não podemos nos esconder
atrás de escudos que nunca
defenderão nossa sensibilidade,
pois no inevitável encontro
com nosso eu,
precisamos ainda encontrar
forças e coragem para
nos olhar nos olhos.

Temos todos em nós sementes
de virtudes plantadas.
Devemos dar a elas condições
para que floreçam,
para que dêem frutos,
para que as pessoas possam,
uma vez que nos encontram,
carregar-nos nos corações para
o restante das suas vidas.

Quando as portas se fecham

Algumas vezes na vida temos
que enfrentar esse tipo de desafio…
As portas se fecham
e nada dá certo.
Normalmente,
parece que é um aprendizado
que não vem sozinho.

As portas se fecham na vida íntima,
no trabalho e às vezes
até na família.

Claro que cada pessoa enfrenta
essa prisão de uma forma e,
com certeza,
o pior jeito de viver esse
momento é se deprimindo…

O que quase sempre
acontece porque ficamos tão tristes
que nada dá certo e nos afundamos
na depressão.

Percebi ao longo dos anos
que a depressão é um grande mal,
porque perdemos o
contato com o nosso foco de luz.

Quando nos deprimimos,
brigamos com nós mesmos,
uma briga sem vitorioso e
sem superação.
Ficamos com ódio da vida
e deixamos de nos dar estímulo
para a caminhada.

E o que fazer se não podemos
contar conosco?

Sei que ser amigo de você
mesmo num momento complicado
onde nada dá certo
não é fácil.

Porque muitas vezes nos achamos
culpados das derrotas,
nos vemos como pessoas ruins,
defasadas, burras,
e sem luz.

E não somos nada disso.

Cada um de nós tem o seu brilho,
as suas virtudes, porém,
quando estamos num momento
de quebra,
nada disso vem para fora.

Aí a solução é
continuar caminhando,
continuar acreditando
em dias melhores,
em mudanças.

Se as portas se fecharam
no seu caminho,
mude a rota…

Mude seu jeito de ser.
Faça cursos,
comece um trabalho voluntário,
faça caminhadas,
deixe o ar entrar em seus
pulmões e renovar sua energia.

Não podemos agir como
crianças mimadas quando
recebemos um não…

O que fazer quando já sabemos
que não adianta colocar
a culpa no outro???

Sim,
porque muitas vezes
as pessoas não são culpadas
das coisas ruins que
nos acontecem.
E quando percebemos que
somos nós os responsáveis
por questões difíceis
também não adianta em
nada nos crucificar.

Erramos por ignorância
de uma atitude adequada,
erramos porque não soubemos
fazer melhor e paciência…

Agora é tocar para frente.

Aquilo que você fez está
feito e por isso mesmo
é perfeito.
O que podemos mudar é daqui para
frente e principalmente
dentro de nós.

Quando as portas se fecham
estamos enfrentando também
uma quebra do ego,
uma revolução interna que
serve para nos mostrar
um outro caminho.

Quando nada dá certo em nossa vida,
precisamos com urgência
mudar nossa
visão do mundo,
transformar a forma de pensar
com muita coragem
e luz.

Nunca esmoreças

Alma fraterna, recorda:
Os momentos infelizes
parecem noites de crises,
Em que o céu lembra um vulcão;
Ribombam trovões no espaço,
Coriscos falam da morte,
Passa irado o vento forte,
Tombando troncos no chão…
Os animais pequeninos
Gritam pedindo socorro
Descendo de morro em morro,
Cai a enxurrada a correr…
Mas finda a borrasca enorme,
No escuro da madrugada,
Em riscas de luz dourada,
Vem o novo amanhecer.
Assim também na vida,
Se atravessas grandes provas,
Na estrada em que te renovas,
Guarda a calma ativa e sã;
Sofre, mas serve e caminha,
Vence a sombra que te invade,
Se a hora é de tempestade,
Há novo dia amanhã…